Festival AnimaVerso traz universo da animação para Florianópolis
Evento gratuito foi realizado no CIC com programação de quatro dias repletos de filmes, palestras e encontros
LUIZA CARDOSO e AMANDA MELO
O Festival Internacional Animaverso trouxe, entre os dias 26 e 29 de março, uma programação com exibições de curtas e longa-metragens animados nacionais e internacionais dos mais diversos gêneros e estilos. Com a presença de Marcos Luporini, um dos criadores de A Galinha Pintadinha, e Nina Pinho, animadora de Peixonauta, o evento ocorreu no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. Cerca de 2 mil animações foram inscritas.
É o primeiro festival de Santa Catarina dedicado à exibição de obras audiovisuais animadas. Dentre as atrações, houve palestras, mesas redondas e exibição de curtas e longas-metragens. O evento é direcionado a profissionais do mercado de animação, estudantes e público em geral. Os fundadores são os irmãos Iván e Jeremías Bustingorri, graduados em animação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O evento é uma forma de divulgar os projetos que são produzidos. “Queríamos ter um espaço de integração entre os profissionais da área e também mostrar o nosso trabalho para o público. No festival, temos a oportunidade de mostrar filmes que não passam nos cinemas tradicionais, então também é um espaço de democracia”, explicou Iván.
Com início em 2023, o AnimaVerso se inspira no legado do Anima Mundi. O maior festival latino-americano de animação revelou nomes importantes da animação nacional, como Carlos Saldanha, diretor do filme Rio, e Alê Abreu, diretor de O Menino e o Mundo, antes de sua paralisação no ano de 2019 devido a cortes de verba pública e falta de orçamento. “No Brasil, se você vai trabalhar com cultura, arte, cinema, você tem que desbravar o mundo. O mercado da animação precisa de eventos que o fortaleçam”, diz Jeremías.
Jéssica Martins, diretora do longa O Suplício da Adaga, destaca que o apoio da Funcine permitiu maior divulgação, público e um festival com mais atrações. “Trabalhar com cinema, arte e produção cultural no Brasil é difícil, então poder remunerar todas as pessoas e usar esse dinheiro de forma que nos permita devolvê-lo para a sociedade de forma gratuita é muito importante”, afirma.
Na palestra Estudo de Caso sobre o Mercado: O Suplício de Adaga, que aconteceu no sábado (28) às 18:00, a produtora contou sua experiência como criadora do longa-metragem O Suplício de Adaga, história de uma menina que decide deixar o seu lar, no fundo de um poço misterioso, à procura de melhores condições de vida para sua família. A obra trata de questões relacionadas à saúde mental, raça e exclusão social.
Hellen Hong, estudante de Animação da UFSC, já participava do evento como espectadora e agora trabalha como social media. “Está sendo muito interessante para mim porque estou tendo oportunidade de conversar com os palestrantes e artistas”, afirmou Hellen.









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