Lixo eleitoral reduz com uso das redes sociais nas eleições

“Nesta campanha tem aparecido pouco material eleitoral nos serviços de varrição das ruas” afirma o subsecretário de Limpeza Pública, Alcebíades Pinheiro

ELIZA FREIRE

Ivan Luiz Ceola Schneider, secretário de Limpeza e Manutenção Urbana de Florianópolis, contou que nas eleições anteriores eram vistos muitos impressos eleitorais nas ruas, mas essa prática diminuiu com o passar dos anos de eleições. “Todas as campanhas, a gente via muitos adesivos colados em postes, paredes, muitas placas. O que sobra hoje ainda em bandeiraços, em caminhadas, santinhos, mas num volume bem menor.” alega o secretário.

Para Ivan, além da evolução da legislação eleitoral, o uso das mídias tem facilitado a limpeza nas ruas.  “A gente tem essa tendência em digitalizar tudo, que é excelente, porque a gente não gera resíduo.” afirma Ivan.

De acordo com a Companhia de Melhoramento da Capital (Comcap), nas eleições de 2012, foram coletadas cerca de 11 toneladas de lixo eleitoral próximo aos pontos de votação em Florianópolis. Essa quantidade foi para 2,5 toneladas em 2016 e 1,8 toneladas em 2020. Em 2024, a probabilidade é de reduzir ainda mais, devido a participação das redes sociais em propagar os candidatos.

Com o fácil acesso e a maior visibilidade na Internet, os partidos priorizaram uma abordagem mais midiática, o que interfere no descarte de panfletos na cidade. Para Sérgio Murillo de Andrade, jornalista e assessor do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o partido valoriza a comunicação virtual, porém os panfletos ainda têm o seu valor.

“O PSOL valoriza muito a comunicação por meio de redes sociais, mas, os impressos, santinhos, têm uma função importante, no contato pessoal dos candidatos com os eleitores. Nesse quesito, ainda são insubstituíveis.”, diz Sérgio.

Tamara Gaia, gerente da Divisão de Coleta Seletiva da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, afirma que os panfletos estão cada vez menos presentes nas limpezas. “Mesmo na coleta seletiva, há pouco resíduo eleitoral. Com o santinho digital, a produção de lixo nas eleições diminuiu muito”, comenta Tamara Gaia.

Limpeza de impressos eleitorais nas ruas. Foto: Adriana Baldissarelli/Comcap

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