TAEs da UFSC discutem fim da greve em reunião com reitoria
Paralisação de 1,5 mil técnicos-administrativos começou em 11 de março
JÚLIA CATANEO
Em greve há 110 dias, os servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se reuniram nesta segunda-feira (1°) com o reitor, Irineu Manoel de Souza, e demais integrantes da gestão. A pauta principal foi o encaminhamento para o fim da greve.
Os pontos discutidos serão levados à Assembleia Geral da categoria marcada para quarta-feira (3), na qual será votada a aceitação do acordo nacional oferecido pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).
A criação de comissões para conduzir o encerramento da greve foi uma das exigências dos técnicos junto ao reitor, bem como a solicitação de horas para a realização do trabalho e a indicação dos servidores que irão compor as comissões.
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (Sintufsc) questionaram a reitoria sobre como se darão as reposições qualitativas do trabalho represado, previstas na proposta do governo. “110 dias de greve não podem ser resolvidos em uma ou duas semanas,” disse uma servidora do Comando Local de greve.

Com destaque, os grevistas expressaram preocupação sobre a reposição de horas dos servidores do Hospital Universitário (HU) da UFSC, gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A empresa requereu judicialmente a ilegalidade da greve.
A não renovação do contrato com a EBSERH foi uma das principais pautas levantadas pelos técnicos em todo o período da paralisação. O reitor se manifestou favorável aos servidores. “Estamos no trabalho de resgatar o HU”, disse Irineu.
Após a reunião, o comando de greve disse que um eventual o acordo para o fim da greve não será feito apenas sobre a reposição de trabalho, mas deverá incluir as demandas aceitas pela reitoria. Os servidores técnicos pedem que seja publicada uma orientação sobre o compromisso social da reitoria para esclarecer supostas dúvidas quanto à condução do fim da greve.
A pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Regina Carrieri de Souza, que participou da reunião, disse que conduzirá o processo de retorno “com muita transparência”.
Os encaminhamentos finais pautam a construção de uma minuta de acordo local, que será levada à Assembleia Geral de greve na quarta-feira (2). O reitor se disse disponível para retomar as conversas após as decisões da categoria.



Publicar comentário