{"id":2479,"date":"2025-12-16T19:08:33","date_gmt":"2025-12-16T22:08:33","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/?p=2479"},"modified":"2026-05-07T16:54:16","modified_gmt":"2026-05-07T19:54:16","slug":"plano-estrategico-de-florianopolis-ameaca-turismo-de-base-comunitaria-no-morro-da-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/index.php\/2025\/12\/16\/plano-estrategico-de-florianopolis-ameaca-turismo-de-base-comunitaria-no-morro-da-cruz\/","title":{"rendered":"Plano Estrat\u00e9gico de Florian\u00f3polis amea\u00e7a Turismo de Base Comunit\u00e1ria do Morro da Cruz"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-13f5542b0ae7b5fa3a44d3a81409b06f wp-block-paragraph\"><em>Prefeitura mapeou mais de 100 pontos tur\u00edsticos para interven\u00e7\u00f5es da iniciativa privada; Moradores alegam que a\u00e7\u00e3o apaga hist\u00f3ria local<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Por INGRID CALIXTO e FELIPE PAZE<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a34e1077b195edb56f2201645bfd1348 wp-block-paragraph\">Subindo a rua 13 de Maio, no centro de Florian\u00f3polis, em frente a Pra\u00e7a da Lagoinha, h\u00e1 um lance de escadas que leva \u00e0 vista conhecida por moradores como a mais bela da Ilha. O trajeto passa por vielas da comunidade do Morro do Mocot\u00f3, com muros e constru\u00e7\u00f5es pintadas em grafite que formam uma galeria de arte a c\u00e9u aberto. Na regi\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ver quadras de futebol, em que crian\u00e7as jogam bola no recreio, menos nos finais de semana, quando soltam pipa no pico do morro. No local, ainda existem com\u00e9rcios, bares e restaurantes, tal qual o t\u00edpico Pico do Man\u00e9, que come\u00e7ou como um pequeno neg\u00f3cio no quintal da casa de uma moradora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-08f7c1c94fbe92d3c63f23fd56eb8e32 wp-block-paragraph\">O Mocot\u00f3 \u00e9 uma das mais de 20 comunidades que integram o conjunto do Maci\u00e7o do Morro da Cruz, regi\u00e3o perif\u00e9rica central de Florian\u00f3polis e s\u00edmbolo do ref\u00fagio de popula\u00e7\u00f5es marginalizadas da capital, com mais de 50 mil moradores. O Maci\u00e7o, por mais que esteja localizado no cora\u00e7\u00e3o da ilha, \u00e9 pouco conhecido pela sua riqueza cultural, por isso, \u00e9 referido por moradores como \u201cuma cidade dentro de uma cidade\u201d. A guia de turismo Sandra Cristina Nascimento, coordenadora do Turismo de Base Comunit\u00e1ria (TBC) do Monte Serrat, define diferentes cidades como o morro e o asfalto. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4ee98ba0bede70bc2248370f8a6fc93d wp-block-paragraph\">\u201cA gente conta hist\u00f3rias que n\u00e3o s\u00e3o contadas l\u00e1 embaixo, porque n\u00e3o tem nos livros. Se for um guia l\u00e1 de baixo, n\u00e3o vai saber falar de nada porque ele n\u00e3o nasceu aqui, ele n\u00e3o mora aqui, ele n\u00e3o vivencia\u201d, ressalta.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"639\" height=\"422\" src=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-6.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2481\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-6.jpeg 639w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-6-300x198.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 639px) 100vw, 639px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fam\u00edlia do Mocot\u00f3, primeira comunidade a ser habitada do Maci\u00e7o no s\u00e9culo XVIII. Hoje a comunidade possui mais de 8 mil moradores (<em>Foto: <\/em>Felipe Paze \/ UFSC).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-cd0a710f936f15ec0b5c914dcdbb59e0 wp-block-paragraph\">Para reverter esta invisibilidade hist\u00f3rica, o Turismo de Base Comunit\u00e1ria possui como caracter\u00edstica principal ser guiado e elaborado pela pr\u00f3pria comunidade e beneficiar os moradores locais. O passeio \u00e9 desenvolvido com a participa\u00e7\u00e3o de todos os membros da comunidade interessados em colaborar e a proposta \u00e9 que o lucro obtido seja compartilhado, tornando a atividade proveitosa para todos. \u201cFazemos a caminhada e paramos l\u00e1 embaixo na casa do Fabiano, ele recebe uma porcentagem. Vamos no terreiro de Umbanda da D\u00e9ia, ela recebe uma porcentagem. O TBC \u00e9 isso, ele veio para gerar dinheiro dentro da comunidade, n\u00e3o s\u00f3 eu ganhar. Eu ganho, ele ganha, o nosso ganha\u201d, explica Sandra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0121-1200x803.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2552\" srcset=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0121-1200x803.jpg 1200w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0121-300x201.jpg 300w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0121-768x514.jpg 768w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0121-1536x1028.jpg 1536w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0121.jpg 1936w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sandra explica aos turistas que a ideia de trazer o TBC ao Monte Serrat surgiu na pandemia, quando mulheres do morro buscavam renda extra vendendo sab\u00e3o e produtos de limpeza feitos em casa (<em>Foto: <\/em>Felipe Paze \/ UFSC).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-eca8ab8bc3ac38d26ace8b4a1162a51b wp-block-paragraph\">A prefeitura de Florian\u00f3polis, por sua vez, tem outros planos para o Maci\u00e7o. Pensando no desenvolvimento da cidade e no reconhecimento de atrativos tur\u00edsticos n\u00e3o aproveitados, a gest\u00e3o municipal lan\u00e7ou o <em><a href=\"https:\/\/www.pmf.sc.gov.br\/arquivos\/arquivos\/pdf\/26_11_2025_17.11.49.65fe6f364e20e0284efb706eccfa0f15.pdf\">Plano Estrat\u00e9gico de Turismo &#8211; Vis\u00e3o 2033<\/a><\/em>, em 9 de abril de 2025. O documento justifica que \u201cfoi produzido com objetivo de transformar a cidade em um Destino Tur\u00edstico Inteligente, integrando inova\u00e7\u00e3o, sustentabilidade, acessibilidade e uma experi\u00eancia tur\u00edstica de alta qualidade\u201d. Segundo o Subsecret\u00e1rio da Secretaria Municipal de Turismo, Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Inova\u00e7\u00e3o, Renn\u00ea Menezes, o plano n\u00e3o \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica, mas sim uma ferramenta para decidir o investimento do Estado. \u201cA gente consegue uma orienta\u00e7\u00e3o sobre como devemos investir nossa rubrica e recursos para atender o turista. O plano est\u00e1 servindo como base para nossas a\u00e7\u00f5es aqui na Secretaria\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4f4980c3875d3e23e255264547c2cfdc wp-block-paragraph\">O Plano Estrat\u00e9gico mapeia os principais atrativos da cidade e prop\u00f5e diferentes interven\u00e7\u00f5es para eles. Finalizado no in\u00edcio de 2025, o documento j\u00e1 come\u00e7ou a ser implementado. A iniciativa foi desenvolvida pela Prefeitura em parceria com o <a href=\"https:\/\/sebrae.com.br\/\">Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)<\/a>. Assim, os investimentos que surgem com a implementa\u00e7\u00e3o s\u00e3o divididos igualmente entre o poder p\u00fablico e a iniciativa privada. Segundo Renn\u00ea, a parceria com o Sebrae busca aproximar os microempreendedores e intermediar o di\u00e1logo com as comunidades que praticam o TBC.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d332087e407686d39ecfe7a472ff89ec wp-block-paragraph\">O documento preocupa pequenos neg\u00f3cios e a\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas comunit\u00e1rias pela cidade, em especial o TBC do Maci\u00e7o do Morro da Cruz, pois temem que o dinheiro que ia diretamente ao morador passe a ser aproveitado pela iniciativa privada. Mois\u00e9s Nascimento, presidente da Frente Juventude Voz das Favelas, afirma que o Mocot\u00f3 foi contra a proposta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-51a36a40c54b5ff319d36f4ec4601a9b wp-block-paragraph\"> \u201c\u00c9 absurdo, n\u00e3o tem incentivo algum para a comunidade, pela preserva\u00e7\u00e3o ou concess\u00e3o do espa\u00e7o. Quem vai cuidar sen\u00e3o os pr\u00f3prios moradores? Privatizar para quem? A empresa n\u00e3o tem papel fundamental dentro do nosso territ\u00f3rio\u201d, critica.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"828\" height=\"454\" src=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-7.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2482\" srcset=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-7.jpeg 828w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-7-300x164.jpeg 300w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-7-768x421.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 828px) 100vw, 828px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Mois\u00e9s Nascimento na organiza\u00e7\u00e3o da Galeria de Arte do Mocot\u00f3, promovida pelo quadro de lideran\u00e7as comunit\u00e1rias do morro, o instituto Cidades Invis\u00edveis e o Rol\u00ea do Mocot\u00f3<\/em> (Foto: Sarah Pretto \/ UFSC)&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-96f3e89855483debc757e9f8921c102f wp-block-paragraph\">A pesquisadora Daniela de Carvalho, autora da tese <em><a href=\"https:\/\/repositorium.uminho.pt\/entities\/publication\/2eaa135e-9ba7-42f0-9c79-dc8a776b0475\">\u201cAtrativos tur\u00edsticos e Turismo de Base Comunit\u00e1ria a partir do lugar: estudo de caso de Florian\u00f3polis\u201d<\/a><\/em>, afirma que o Plano da prefeitura desconsidera o desenvolvimento comunit\u00e1rio, territorial e sustent\u00e1vel do espa\u00e7o. Para Daniela, tamb\u00e9m professora de Gest\u00e3o de Turismo do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), o Plano Estrat\u00e9gico enxerga o TBC com olhar empresarial, com recursos externos que fazem a leitura do territ\u00f3rio sem nenhum v\u00ednculo de pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1c89694e11c9c9f1af2d719f360879ff wp-block-paragraph\">\u201cO atrativo tur\u00edstico \u00e9 uma leitura poss\u00edvel da cidade. N\u00f3s temos muitas Florian\u00f3polis que a Prefeitura pode vender. Pode ser a Florian\u00f3polis do Sol e do Mar? Pode, mas n\u00f3s temos comunidades e realidades muito diferentes na cidade. Deve ser proposto um turismo cultural de troca, e n\u00e3o um turismo de mercadoria e produto desassociado ao territ\u00f3rio\u201d, afirma ela.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4f0b512e58e275f2f35dc488084a4b7c wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos impactos econ\u00f4micos, o TBC \u00e9 uma forma de contar hist\u00f3rias que raramente ganham espa\u00e7o na grande m\u00eddia e combatem estigmas. Enquanto a coloniza\u00e7\u00e3o a\u00e7oriana de Florian\u00f3polis segue como s\u00edmbolo mais lembrado e valorizado pela m\u00eddia local, o TBC se prop\u00f5e a resgatar a mem\u00f3ria e o protagonismo da popula\u00e7\u00e3o negra na hist\u00f3ria da capital. Mois\u00e9s conta que essa luta vem dos pr\u00f3prios moradores, que trabalham para que a periferia seja vista como pot\u00eancia. \u201cNosso intuito \u00e9 contar nossa hist\u00f3ria. Mostrar que tem periferia, tem povo preto, tem morro quilombola e tem morro de resist\u00eancia em Florian\u00f3polis e que nossa hist\u00f3ria merece ser contada\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-c73eb923c9463b4e21085feeb5562fa5 wp-block-paragraph\">Assim, por meio das hist\u00f3rias de suas pr\u00f3prias fam\u00edlias, os moradores reconstroem narrativas apagadas. \u201cPor que dizem que Florian\u00f3polis \u00e9 uma cidade colonizada por a\u00e7orianos? E os ind\u00edgenas que viviam aqui? Depois vieram os a\u00e7orianos e, porque precisavam de m\u00e3o de obra, chegaram os negros. Toda aquela constru\u00e7\u00e3o que tem no Centro, voc\u00eas n\u00e3o veem que tem a m\u00e3o e o sangue negro?\u201d, questiona Sandra. Para Daniela de Carvalho, em contrapartida, o Plano apresenta um turismo hegem\u00f4nico e de massa, imposs\u00edvel de ser replicado nos moldes do Turismo de Base Comunit\u00e1ria. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0cb8015df12fe7fc67beced6e02a7421 wp-block-paragraph\">\u201cO modelo de turismo que a gente tem \u00e9 desumanizado, eu produzo, eu compro, eu consumo. O TBC \u00e9 uma nova maneira de se fazer turismo que n\u00e3o se encaixa no segmento mercadol\u00f3gico, o principal objetivo do TBC \u00e9 o cuidado com a cultura, preserva\u00e7\u00e3o e o patrim\u00f4nio local\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0164-1200x803.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2553\" srcset=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0164-1200x803.jpg 1200w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0164-300x201.jpg 300w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0164-768x514.jpg 768w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0164-1536x1028.jpg 1536w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/DSC_0164.jpg 1936w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Turistas descansam durante passeio ao lado da r\u00e1dio comunit\u00e1ria mais antiga do Monte Serrat. O slogan na porta diz: \u201cR\u00e1dio Guettude &#8211; \u00c9 da nossa cor\u201d, enquanto toca <em>reggae<\/em> (<em>Foto:<\/em> Felipe Paze \/ UFSC).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong><strong>Seguran\u00e7a \u00e9 usada como argumento, mas n\u00e3o chega aos moradores<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio \u00e9 uma quest\u00e3o importante para a comunidade. Segundo a assistente social e autora da tese <em><a href=\"https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/262897\">\u201cViol\u00eancia policial, racismo e periferia: uma an\u00e1lise dos moradores do Maci\u00e7o do Morro da Cruz\u201d<\/a><\/em>, Patr\u00edcia L\u00facia da Silva, a Prefeitura n\u00e3o v\u00ea a periferia como pertencente ao seu territ\u00f3rio. \u201cIsso acontece desde o processo de faveliza\u00e7\u00e3o em Florian\u00f3polis, no qual os moradores foram empurrados para os morros. O Estado n\u00e3o enxerga essa popula\u00e7\u00e3o como digna de moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, mas sim, como pessoas que n\u00e3o deveriam ocupar aquele espa\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-3c56f283a40067802afed5c210f1784d wp-block-paragraph\">Jornalista e morador do Morro do Mocot\u00f3, Warley Alvarenga, membro do <em><a href=\"https:\/\/www.desterro.org\/\">Portal Desterro &#8211; Observat\u00f3rio da Viol\u00eancia em Florian\u00f3polis<\/a><\/em>, relata que a comunidade carece de recursos b\u00e1sicos pela falta de interesse p\u00fablico. \u201cTem o posto de sa\u00fade da Prainha que fica no p\u00e9 do Morro. Para uma senhora que mora no topo do Mocot\u00f3, fica dif\u00edcil ir at\u00e9 l\u00e1. A\u00ed alegam que falta demanda para trazer recursos, mas, a partir do momento em que a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 consultada sobre a necessidade que ela mesma vive, acaba-se criando essa exclus\u00e3o\u201d, denuncia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-8.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2483\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-8.jpeg 640w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-8-300x225.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Grafites no Mocot\u00f3 denunciam descaso. Em reuni\u00f5es com a Prefeitura na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, moradores tiveram cinco minutos de fala cada e diversas autoridades se ausentaram <em>(Foto: <\/em>Felipe Paze \/ UFSC).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-59b0a0dc5d8975b5011bb98288953774 wp-block-paragraph\">Atualmente, a comunidade do Monte Serrat enfrenta um vazamento de esgoto em uma parada do Caminho das Lavadeiras, um dos quatro roteiros tur\u00edsticos oferecidos pelo Viva Monte Serrat, de Sandra Cristina. A guia e lideran\u00e7a comunit\u00e1ria da regi\u00e3o, Simone de Almeida de Maria, conta que o caminho apresenta a hist\u00f3ria das mulheres negras que come\u00e7aram lavar roupa no Rio da Bulha, que cruzava a Avenida Herc\u00edlio Luz no centro de Florian\u00f3polis, e foram expulsas para o alto do morro. \u201cA gente est\u00e1 enfrentando esse problema com o esgoto essa semana, ent\u00e3o esse caminho est\u00e1 interditado. N\u00f3s ligamos para a Casan e at\u00e9 agora nada\u201d, relata Simone. Casan \u00e9 a Companhia Catarinense de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico, respons\u00e1vel pelo saneamento b\u00e1sico em Florian\u00f3polis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a3a319b78d934859665808fd1f12cd89 wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o tem como voc\u00ea ditar dentro do nosso territ\u00f3rio sendo que voc\u00ea n\u00e3o faz o m\u00ednimo. Porra, os cara n\u00e3o ajudam a gente em nada e agora querem privatizar o morro?\u201d, critica Mois\u00e9s Nascimento. Segundo o l\u00edder, a cidade trabalha para que o Maci\u00e7o seja invisibilizado, vendendo uma Florian\u00f3polis sem a presen\u00e7a social e hist\u00f3rica da cultura negra e quilombola. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b8faddc376d6397debe5319f2d4b3757 wp-block-paragraph\">\u201cEu tenho certeza que a Prefeitura consegue ver que h\u00e1 um potencial muito grande para o turismo no nosso territ\u00f3rio. Eles tentam privatizar para que, de alguma forma, esse recurso n\u00e3o venha para as comunidades. Quando esse dinheiro est\u00e1 indo direto para o bolso de um morador da favela, \u00e9 inaceit\u00e1vel para eles\u201d, critica.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-efe2d1891ef1faaa2217d0df2b284a81 wp-block-paragraph\">Para a prefeitura, s\u00e3o as propostas contidas no <em>Plano Estrat\u00e9gico de Turismo &#8211; Vis\u00e3o 2033<\/em> que ir\u00e3o trazer a infraestrutura. \u201cO Plano nos direciona \u00e0 forma de promo\u00e7\u00e3o do destino, os principais atrativos tur\u00edsticos da cidade que precisam de interven\u00e7\u00e3o, para fazer com que aquele lugar seja adequado e seguro para receber o turista\u201d, argumenta o subsecret\u00e1rio de Turismo, Rene Menezes. Para ele, o papel do poder p\u00fablico na cria\u00e7\u00e3o do Plano Tur\u00edstico \u00e9 fornecer infraestrutura, mobilidade e seguran\u00e7a aos moradores. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8d55bf5998c5806fcd203256cd3ba568 wp-block-paragraph\">\u201cVamos ser sinceros, se tu for l\u00e1 no mirante do Morro da Cruz agora, voc\u00ea vai se sentir inseguro. Quando se fala no plano, \u00e9 para que a gente possa dar uma estrutura adequada para receber o turista e garantir que ele possa se sentir seguro no mirante do Maci\u00e7o\u201d, afirma Menezes.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"479\" src=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-9.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2484\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-9.jpeg 605w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-9-300x238.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Relat\u00f3rio<em>\u201cSegura pra quem?\u201d<\/em> do <em>Portal Desterro<\/em>, indica que 2025 foi o ano mais letal da pol\u00edcia na hist\u00f3ria da capital, com 37 mortes decorrentes de interven\u00e7\u00f5es policiais, sendo 85% delas em periferias, vitimando majoritariamente jovens negros (<em>Foto: <\/em>Felipe Paze \/ UFSC).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-aa05527cd79faff4a0e0fc19a521b42e wp-block-paragraph\">Segundo a professora do Curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Clarissa Dri, a seguran\u00e7a promovida pelo poder p\u00fablico se op\u00f5e \u00e0 experi\u00eancia dos moradores do Morro do Mocot\u00f3. Clarissa \u00e9 pesquisadora do Instituto Mem\u00f3ria e Direitos Humanos da UFSC, que durante tr\u00eas anos ouviu 115 moradores em 13 rodas de conversa junto a professores, psicanalistas, alunos da gradua\u00e7\u00e3o e mestrado para produ\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio <em><a href=\"https:\/\/tr.ee\/z5cEkUYiK4\">\u201cRepresenta\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia Policial: rodas de conversa com comunidades e profissionais de Florian\u00f3polis\u201d<\/a>. <\/em>A pesquisadoradiz que, segundo os relatos, os moradores veem duas cidades paralelas convivendo.\u201cO asfalto, que acha que o Estado est\u00e1 ali para proteger e os morro, que acredita que a pol\u00edcia est\u00e1 ali para roubar e matar\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-073150d0cf104f38e12535d30ead43ca wp-block-paragraph\">Para a pesquisadora, a imagem tur\u00edstica de Florian\u00f3polis \u00e9 da Beira-Mar e das praias, o que exige um contingente policial para operar naquelas regi\u00f5es. \u201cEsse m\u00e9todo refor\u00e7a a divis\u00e3o do or\u00e7amento e servi\u00e7os p\u00fablicos ofertados para locais tur\u00edsticos de maior visibilidade e n\u00e3o para as comunidades que precisam do apoio do servi\u00e7o p\u00fablico. Ent\u00e3o, o turismo traz seguran\u00e7a para quem? Acho que para o turista traz, mas n\u00e3o para o morador das comunidades perif\u00e9ricas, que representa 70% da popula\u00e7\u00e3o de Florian\u00f3polis\u201d, enfatiza Clarissa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"804\" src=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-10-1200x804.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2485\" srcset=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-10-1200x804.jpeg 1200w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-10-300x201.jpeg 300w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-10-768x515.jpeg 768w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-10-1536x1029.jpeg 1536w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-10.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pedido de paz pintado na escadaria do Mocot\u00f3. Mois\u00e9s diz que n\u00e3o h\u00e1 nada mais assustador para uma m\u00e3e do que ouvir o barulho dos fogos de artif\u00edcio quando o filho est\u00e1 brincando na rua. Quando os fogos s\u00e3o acesos \u00e9 porque a pol\u00edcia chegou no morro <em>(Foto: <\/em>Felipe Paze \/ UFSC).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong><strong>Na aus\u00eancia do estado, outras iniciativas mantem TBC vivo&nbsp;<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-514dd63dd009c7855430c04459834590 wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/docs.google.com\/viewerng\/viewer?url=https:\/\/s3.amazonaws.com\/municipais\/originais\/florianopolis-sc\/2025\/ord-11457-2025-florianopolis-sc.pdf?X-Amz-Algorithm%3DAWS4-HMAC-SHA256%26X-Amz-Credential%3DAKIAI4GGM64DHHZJ3HAA%252F20260504%252Fus-east-1%252Fs3%252Faws4_request%26X-Amz-Date%3D20260504T222307Z%26X-Amz-Expires%3D1800%26X-Amz-SignedHeaders%3Dhost%26response-content-disposition%3Dinline%253B%2520filename%253Dord-11457-2025-florianopolis-sc.pdf%26X-Amz-Signature%3D95786cfeaec799d76545522a829a15b5f898814ebfe30b25583807e3e4b55fac\">Lei 11.457 da Prefeitura Municipal de Florian\u00f3polis<\/a>, busca ajudar o Turismo de Base Comunit\u00e1ria. Ela foi proposta pelo ex-vereador e deputado estadual Marquito (PSOL-SC) e institui a Pol\u00edtica Municipal do Turismo de Base Comunit\u00e1ria, aprovada em junho de 2025. \u201cA nova lei promove a valoriza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e cultural de grupos sociais vulner\u00e1veis e estimula o senso de pertencimento na comunidade\u201d, escreveu a C\u00e2mara Municipal de Florian\u00f3polis em texto sobre a aprova\u00e7\u00e3o do projeto de lei, sancionado em setembro. Segundo a C\u00e2mara, a aprova\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m garante a gest\u00e3o local de visitas a s\u00edtios naturais, sagrados e socioculturais, fomenta o com\u00e9rcio justo, a economia solid\u00e1ria e cria um cadastro municipal de atividades do TBC.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"540\" src=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/20230803_AudienciaPublicaTBC_VMS_7344-1200x540.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2554\" srcset=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/20230803_AudienciaPublicaTBC_VMS_7344-1200x540.jpg 1200w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/20230803_AudienciaPublicaTBC_VMS_7344-300x135.jpg 300w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/20230803_AudienciaPublicaTBC_VMS_7344-768x346.jpg 768w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/20230803_AudienciaPublicaTBC_VMS_7344-1536x691.jpg 1536w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/20230803_AudienciaPublicaTBC_VMS_7344-2048x922.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Audi\u00eancia promovida por Marquito (PSOL), ao microfone, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) sobre PL. Sess\u00e3o plen\u00e1ria na C\u00e2mara, em 2025, aprovou por unanimidade o Projeto de Lei que institui a Pol\u00edtica Municipal de Turismo de Base Comunit\u00e1ria na capital (<em>Foto<\/em>: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Alesc).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6d4913691ee736a2ca83865923aabe36 wp-block-paragraph\">Entretanto, um empecilho na lei \u00e9 a obrigatoriedade da forma\u00e7\u00e3o como guia tur\u00edstico para realiza\u00e7\u00e3o do TBC. Na vis\u00e3o dos moradores a exig\u00eancia deslegitima o trabalho realizado na periferia. \u201cQue forma\u00e7\u00e3o \u00e9 essa? N\u00f3s vivemos dentro do territ\u00f3rio, a gente \u00e9 quem anda dentro da comunidade, da onde a gente vai tirar essa forma\u00e7\u00e3o?\u201d, questiona Mois\u00e9s Nascimento. Com isso, h\u00e1 receio que a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias que n\u00e3o sigam o requisito, se quer sejam abrangidas pela lei e corram risco de serem substitu\u00eddas pela iniciativa privada. Em contraponto, Sandra Cristina diz que o TBC conta hist\u00f3rias que s\u00f3 eles&nbsp;podem contar. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ce1487d1831bb6d63eb8ab1eb18f6623 wp-block-paragraph\">\u201cEu posso falar que meu pai era vendedor de cachorro-quente, vendedor de laranja, tinha cria\u00e7\u00e3o de galinha e cabra no meio da escadaria do morro. Eu posso contar essas hist\u00f3rias porque eu passei por&nbsp;tudo isso\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b40615d23f0c201e8484d4642210a496 wp-block-paragraph\">At\u00e9 o momento, o poder p\u00fablico n\u00e3o ofereceu recursos para que os moradores acessem os cursos preparat\u00f3rios, assim, essas iniciativas surgem primariamente de&nbsp; Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais (ONG). Uma delas \u00e9 o <a href=\"https:\/\/redeivg.org.br\/?gad_source=1&amp;gad_campaignid=21718358124&amp;gbraid=0AAAAACX4dc6DPBtSqEHhJHBEwWpOm9yV6&amp;gclid=Cj0KCQjwh-HPBhCIARIsAC0p3cf8ZC6-f4dgK-DAH0zR8tW37_iSgl_VG96fdYpRmsEL_7ZrqlcNfvoaAr1eEALw_wcB&amp;v=3f53433e0145\">Instituto Padre Vilson Groh (IVG)<\/a> que, entre as diversas a\u00e7\u00f5es na comunidade, fornece cerca de 150 cestas b\u00e1sicas e entrega de 200 a 300 marmitas todo domingo para as pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua do Maci\u00e7o. Segundo a coordenadora de projetos sociais do IVG, Kelly Souza, o instituto existe h\u00e1 14 anos e surgiu com o objetivo de desenvolver o empreendedorismo das comunidades. \u201cA gente sempre busca trazer o p\u00fablico perif\u00e9rico para os nossos programas, o padre Vilson sempre fala que o Instituto age como uma ponte entre a periferia e o centro\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-5baef5fb1a89376b99980af82a88697f wp-block-paragraph\">O IVG, em parceria com o Sebrae, tamb\u00e9m realizou um curso de turismo para qualifica\u00e7\u00e3o de guia tur\u00edstico voltado aos moradores do Monte Serrat. \u201cA ideia \u00e9 trazer um pouco mais de embasamento te\u00f3rico e pr\u00e1tico para que eles possam conduzir os roteiros e receber os turistas\u201d. Para Kelly, o TBC \u00e9 sem d\u00favida uma maneira da comunidade gerar uma renda extra, j\u00e1 que ele movimenta n\u00e3o s\u00f3 quem est\u00e1 \u00e0 frente, mas sim todo o com\u00e9rcio local.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1e8e5c5def7117059b5ff144bd6037e7 wp-block-paragraph\">\u201cVoc\u00ea faz uma parada ali na vendinha que oferece um caf\u00e9 ou lanche, eles programam alguns eventos onde tem restaurante, uma roda de samba. Ent\u00e3o ele acaba movimentando a economia de todo o territ\u00f3rio\u201d.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-083d9b164c268b03f028bbfddaa13792 wp-block-paragraph\">No Viva Monte Serrat, Sandra sempre recomenda a caminhada da natureza, que sobe a rua Nova Descoberta. O caminho passa pela escola de samba Copa Lord, d\u00e1 a volta no heliponto, desce a Caeira e para no Mirante do Maci\u00e7o do Morro da Cruz. O passeio termina na igrejinha do Monte Serrat, com um pastelzinho e bananinha frita da Dona Chica. O roteiro depende do dia \u2014 semana passada a parada foi no Bar da Mitz que colocou para tocar <em>reggae <\/em>e serviu comida de boteco. \u201cMeu sonho sempre foi trazer o turista para conhecer a minha comunidade\u201d, diz Sandra, com um sorriso largo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1194\" height=\"1200\" src=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-12-1194x1200.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2487\" srcset=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-12-1194x1200.jpeg 1194w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-12-150x150.jpeg 150w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-12-768x772.jpeg 768w, https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-12.jpeg 1414w\" sizes=\"(max-width: 1194px) 100vw, 1194px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma Florian\u00f3polis dentro de outra Florian\u00f3polis, o morro e o asfalto (<em>Fotos: Nathalia Luna \/ UFSC<\/em>).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8296bf98a65e5ad1a949e7e5e9c420a2 wp-block-paragraph\">Orienta\u00e7\u00e3o da professora Jessica Gustafson Costa<br><em>Contribuiram com edi\u00e7\u00e3o Mait\u00ea Silveira e Arthur Westphalen<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prefeitura mapeou mais de 100 pontos tur\u00edsticos para interven\u00e7\u00f5es da iniciativa privada; Moradores alegam que a\u00e7\u00e3o apaga hist\u00f3ria local Por INGRID CALIXTO e FELIPE PAZE Subindo a rua 13 de Maio, no centro de Florian\u00f3polis, em frente a Pra\u00e7a da Lagoinha, h\u00e1 um lance de escadas que leva \u00e0 vista conhecida por moradores como a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2480,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[111,29],"tags":[],"class_list":["post-2479","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-reportagens"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.9 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Plano Estrat\u00e9gico de Florian\u00f3polis amea\u00e7a Turismo de Base Comunit\u00e1ria do Morro da Cruz - O Fatual<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/jornalofatual.ufsc.br\/index.php\/2025\/12\/16\/plano-estrategico-de-florianopolis-ameaca-turismo-de-base-comunitaria-no-morro-da-cruz\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Plano Estrat\u00e9gico de Florian\u00f3polis amea\u00e7a Turismo de Base Comunit\u00e1ria do Morro da Cruz - O Fatual\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Prefeitura mapeou mais de 100 pontos tur\u00edsticos para interven\u00e7\u00f5es da iniciativa privada; 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