Inscrições racistas e nazistas são encontradas em banheiro do Centro Socioeconômico da UFSC
Em comunicado nas redes sociais, Universidade diz que caso será encaminhado à Polícia Federal
VINÍCIUS MENDES
O Coletivo Negro Lélia Gonzales (Coletivo Legon) do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) denunciou na sexta-feira (11) inscrições de cunho racista e nazista encontrados no banheiro do hall do Centro Socioeconômico (CSE) da universidade. As frases “Morte aos pretos comunistas! Viva Bolsonaro e o estado nazista!” acompanhadas de símbolo nazista geraram revolta na comunidade acadêmica.
O coletivo informou que o Centro Acadêmico XI de Fevereiro (Caxif) , do Curso de Direito, escreveu um ofício para a direção do centro e para a reitoria da UFSC informando sobre o caso. Através de postagem na rede social Instagram no sábado (12), a Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) repudiou as inscrições. “Desde que tomou conhecimento do ocorrido, a Universidade está tomando providências institucionais necessárias. A UFSC também está mobilizando suas estruturas internas para avaliar e reforçar as medidas de segurança e de proteção à nossa comunidade universitária”, diz o comunicado.

A membra do Coletivo Legon e estudante de direito Fernanda Barreto convocou a comunidade acadêmica da UFSC para uma manifestação contra os ataques racistas e nazistas na quarta-feira (16), às 18h, entre o Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) e o CSE, em frente ao mural do coletivo. “É inadmissível que esse tipo de violência esteja acontecendo dentro dos nossos centros. Não vamos aceitar essas ameaças nos locais que lutamos para ocupar”, explica Fernanda. A estudante diz que o coletivo espera que os envolvidos sejam encontrados e punidos e que as ações sejam efetivas para garantir a segurança dos estudantes negros.
Amir de Oliveira, atual reitor da Universidade, leu a nota publicada pela Proafe em vídeo postado nas redes sociais. Amir também diz que qualquer manifestação ou ação que atinja a humanidade das pessoas não será admitida. “Não toleraremos a intolerância. Essas manifestações precisam ter um fim e faremos todo o possível para que isso não ocorra novamente”, diz o reitor.









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