Baleia-jubarte é encontrada morta em praia de Imbituba, SC

Protocolo de Encalhes da APABF realiza análise biológica; causa da morte é investigada

RILLARY SOUZA

Uma baleia-jubarte fêmea, com cerca de 9 metros de comprimento, foi encontrada morta em 26 de junho na faixa de maré da Praia da Vila, em Imbituba, Santa Catarina. Moradores avistaram o animal e acionaram autoridades que integram o Protocolo de Encalhes da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APABF). O animal foi removido e levado para necropsia e investigação das possíveis causas da morte.

Os órgãos responsáveis ainda não sabem o que provocou o encalhe. Segundo a analista ambiental da APABF, Deisi Cristiane Balensiefer, o resultado das análises laboratoriais pode levar mais de um mês. Deisi afirma que o caso não é isolado. Outros encalhes de grandes cetáceos (mamíferos aquáticos), foram registrados entre maio e junho de 2026. “Quando os indivíduos se aproximam da costa, como ocorre no nosso litoral, eles ficam mais suscetíveis aos impactos frente às ações humanas”, diz a analista ambiental.

Segundo o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), mais de 1,8 mil pinguins-de-magalhães foram encontrados mortos na costa catarinense em 2026. O presidente do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (Conapa BF), Stéphano Diniz, afirma que ainda não há relação comprovada entre o aumento de encalhes de mamíferos marinhos e a morte das aves. Segundo Diniz, as instituições trabalham com hipóteses. Os casos ainda serão analisados por pesquisas mais criteriosas.

Corpo da baleia é coberto com cal antes do enterro em duna na Praia da Vila. (Foto: Deisi Cristiane Balensiefer – APABF/ICMBio)

A baleia foi enterrada em uma duna na restinga da Praia da Vila. O corpo foi coberto com cal para reduzir o risco de contaminação do solo. A operação envolveu instituições que integram o Protocolo de Encalhes da APABF, com participação da equipe do Trecho 1 do PMP-BS/Udesc, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Prefeitura de Imbituba.

As equipes responsáveis pelo manejo da fauna marinha orientam a população a manter distância ao encontrar um animal ferido ou morto e a acionar os órgãos responsáveis. A recomendação reduz riscos biológicos, garante a segurança das pessoas e permite o atendimento adequado ao animal.

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