Moradores da servidão Macário reclamam de vazamento de água 

Rua localizada no bairro Centro sofre com vazamento há um mês; Especialista diz que caso deve ser denunciado

WENDLLY BARBOSA

Um vazamento de água na escadaria que liga a rua Ângelo Laporta à servidão Macário, no Centro de Florianópolis, causa transtornos aos moradores da região há cerca de um mês. Além de dificultar a circulação de pedestres devido ao acúmulo de água, o problema afeta o abastecimento das residências. Residentes alegam que aguardam uma solução desde o início de junho. 

A moradora Carmelita Emília Rosa Tomo, de 60 anos, relata que sempre surgem vazamentos, mas nunca um que levou tanto tempo para a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) resolver. “Só eu reclamei três vezes, o vizinho de cima duas, que demora é essa da Casan vir ajeitar?”, disse Carmelita. A moradora tem medo de sair e escorregar no limo que a água formou na frente do portão de sua casa.

Escadaria que liga a rua Ângelo Laporta à servidão Macário (Foto: Wendlly Barbosa / UFSC)

O professor de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Sebastião Soares explica que um vazamento pode ocasionar diversos problemas para a comunidade. Por exemplo, a perda de pressão na rede pode aumentar o risco de entrada de contaminantes na tubulação. “A água infiltrada no solo reduz sua resistência, favorecendo a proliferação de mosquitos e outros vetores de doenças”, diz Sebastião.

Salete Silva, moradora da rua, trabalha como doméstica em um residencial na Avenida Beira-Mar Norte e diz que, após um dia inteiro de trabalho, espera encontrar água em casa para necessidades básicas. No entanto, há cerca de um mês enfrenta interrupções no abastecimento por causa do vazamento. “Trabalho o dia todo e só quero chegar em casa sem precisar me preocupar com falta de água, mas faz um mês que estou passando por isso”, conta Salete.

Portão da casa de Carmelita Emília Rosa Tomo (Foto: Wendlly Barbosa / UFSC)

O engenheiro sanitarista e ambiental Paulo Belli explica que a situação descumpre a Lei nº 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico. A legislação determina que os serviços de abastecimento de água sejam prestados de forma adequada, contínua e eficiente, garantindo o acesso da população à água potável.“A Casan deve ser comunicada. Se a comunidade já fez isso e o problema continua, é caso de denúncia”, afirma o engenheiro.

Os moradores seguem no aguardo de uma resposta da Casan e a realização dos reparos para restabelecer o abastecimento de água para solução do vazamento. “Esperamos que essa situação seja resolvida o mais rápido possível, a falta de água e os problemas de mobilidade na nossa rua já deveriam ter sido solucionados”, disse a moradora Camerlita Rosa.

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