Grupo de Assobiadores da UFSC soma mais de 770 membros

Comunidade no WhatsApp criada por estudantes proíbe mensagens e só aceita assobios 

ANA GUEIROS

No grupo de WhatsApp “Assobiadores UFSC”, mais de 770 participantes trocam assobios por diversão. Criada por estudantes do Curso de Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a comunidade proíbe mensagens escritas e áudios falados. São permitidos apenas gravações com assobios e figurinhas de pássaros.

O grupo foi criado pelo aluno da primeira fase Gabriel Martinazzo, do curso de Bacharelado. “Era para ser algo apenas de estudantes da Química, mas explodiu. Acho que o pessoal começou a compartilhar o link e aí virou o oficial da UFSC”, contou a estudante Rhayane Wenzel, amiga de Martinazzo.

O grupo mantém regras para evitar outros tipos de comunicação. Mensagens escritas são apagadas e os participantes podem ser removidos em caso de reincidência. “É um voto de confiança de que os membros vão apenas assobiar e todos vão ser felizes com figurinhas de assobio”, afirmou o fundador do grupo. As figurinhas enviadas também precisam ter relação com pássaros. Segundo Gabriel, a administração depende da colaboração dos próprios integrantes. 

O crescimento da comunidade levou a situações inesperadas. Martinazzo lembra que o grupo teve mais de mil integrantes durante o período de maior movimentação. “Eu mal conheço meus vizinhos, mas lembro de ouvir eles assobiando às três da manhã enquanto via mensagens sendo enviadas no grupo”, disse. A interação também gerou torneios internos. Os integrantes escolhiam temas, como funk e aberturas de séries, e votavam nos melhores assobios. Não havia premiação. “Foi apenas pela diversão”, afirmou Rhayane. Ela acredita que a comunidade já teria perdido força, mas os assobios continuam chegando. “Ainda tem gente que insiste em assobiar. Isso é bem legal da parte deles”.

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