Banda Noahs leva público para festival desterro autoral mesmo com chuva
Trio de indie folk de Florianópolis empolgou plateia, que esperou uma hora pelo show
AMANDA MELO
O trio de indie folk Noahs abriu as apresentações do segundo dia do Festival Desterro Autoral, que aconteceu no Trapiche Beira-Mar Norte em Florianópolis no sábado (4). A chuva forte que precedeu a apresentação não afastou o público, que estava ansioso pelo show. O festival gratuito aconteceu nos dias 4 e 5 de abril e reuniu diversos artistas, com foco em música autoral de Santa Catarina.
O grupo de Florianópolis estava marcado para se apresentar às 17h, mas a chuva atrasou o início da apresentação, que começou por volta das 18h. Mesmo assim, o público esteve presente e cantou do início ao fim músicas como “Home Again”, “Bridges” e “Suddenly”, que têm influência de artistas como Hozier e James Bay
A espectadora Marília de Souza foi ao festival só para vê-los no palco. “Sou fã deles desde 2018 e estou muito feliz de vir ao show. É muito importante que as bandas daqui tenham espaço, porque aqui tem gente fazendo música boa também”, afirmou Marília.
Também entusiasta do trio, Cristiane Bastos afirmou que gosta de eventos que valorizam os músicos da cidade. “Acompanho eles desde antes da pandemia e já fui em outros shows. Estou muito animada. É muito legal dar esse prestígio para os meninos”, disse ela.
O trio é composto por Murilo Brito, Danilo Brito e Felipe Hipólito. Felipe, baterista da banda, afirma que o evento é uma ótima oportunidade para músicos independentes. “Fazer parte desse line-up é uma honra. Ter o nosso projeto autoral e participar de um festival que tem várias bandas locais é fomentar a cultura de Floripa”, comentou.
O grupo, que teve o seu lançamento em 2014, anunciou um novo projeto. “Temos dois EPs lançados e vem aí o primeiro álbum. Alguns singles estarão disponíveis ainda este ano. Estamos evoluindo para novas vertentes musicais”, contou o baterista.
Nos dois dias de evento, também se apresentaram o conjunto Brasil Papaya, a banda Dazaranha, além de outros artistas. O projeto é viabilizado pelo Programa de Incentivo à Cultura (PIC), com o auxílio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), e possui apoiadores privados, como Coca-Cola e Fort Atacadista.









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