Estudantes da rede estadual de SC exigem melhorias na infraestrutura de escola em manifestação na Palhoça
“Queremos continuar estudando e aprendendo, mas sem suporte, como chegamos lá?” afirma aluno
ELIS VIRGÍLIO
Estudantes da Escola de Educação Básica Irmã Maria Teresa (E.E.B Irmã Maria Teresa) se mobilizaram na manhã de segunda-feira (23), em frente ao “Anexo” da escola, localizado no bairro Ponte do Imaruim, em Palhoça (SC). O protesto foi motivado pelas más condições de infraestrutura do prédio, espaço alugado pela Secretaria de Estado da Educação. O local abriga o segundo e terceiro ano do ensino médio, que totalizam cerca de 800 estudantes em turmas de até 37 alunos. A principal reivindicação é a construção de uma quadra de esportes para as aulas de educação física.
Em 2023, o Estado transferiu as turmas para um espaço alugado com a justificativa de ampliar o número de vagas oferecidas pela escola. Na época, a E.E.B Irmã Maria Teresa, escola com maior número de estudantes da Palhoça, já havia sido palco de manifestações estudantis que pautaram a instalação de ar-condicionado, manutenção de fios elétricos expostos e a construção da quadra. Segundo a professora Regina Gomes de Oliveira Flor, que leciona na escola há dez anos, o espaço não foi construído para funcionar como unidade de ensino médio. “Não é um lugar adequado para receber estudantes, adolescentes e jovens. Eles não têm um espaço de convivência “, afirma.
Após três anos da mudança, o anexo da escola ainda não dispõe de um local apropriado para aulas de educação física. A situação continua, mesmo com mais de um terço dos 1.800 estudantes matriculados na escola frequentando o espaço, segundo a professora. Enquanto o projeto de construção da quadra segue em andamento desde 2023, os espaços utilizados são o estacionamento e uma sala vazia. O estudante Carlos Adriano Truppel diz que a situação afeta a rotina escolar. “O estacionamento dos professores é perigoso e atrás da escola é um mangue, já aconteceu da bola cair lá e os alunos terem que buscar”.
A situação que impulsionou a mobilização aconteceu na semana passada, quando um aluno, durante a aula de educação física, caiu em cima de uma motocicleta que atingiu o carro de um professor, causando danos ao veículo. Após a manifestação, a Coordenadora Regional de Educação de Florianópolis, Lilian Sandin Boeing, esteve na escola para um encontro com os estudantes, com objetivo de ouvir as demandas e estabelecer prazos e propostas. Carlos reconhece a importância da reunião, mas ressalta que o movimento deve continuar. “Agora cabe a gente continuar monitorando independente do que aconteça, se os prazos não forem cumpridos vamos para a rua de novo, porque só assim nos ouvem”.









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